Retrospectiva 2020
Por Dr. Lorenzo Tomé
Saúde colega! Gostaria de te agradecer pela companhia aqui ao longo do ano de 2020 e para despedir deste ano fiz uma retrospectiva.
Um ano difícil, de lágrimas, lutos, distanciamento, incertezas, temores. Mas não podemos negar que também foi um ano em que o setor de saúde virou do avesso. E isso é bom! Principalmente para o paciente.
Aceleramos nossa transformação digital. Grandes empresas de saúde se abrem para o relacionamento com startups. Estão mais propensas a testar rápido, barato e pequeno.
Hospitais começam a desenvolver novos modelos de negócios além do pronto socorro, “matmed”, internações e bloco cirúrgico.
Planos de saúde tradicionais entram de vez na corrida para serem planos digitais. Planos de saúde digitais começam de vez a corrida para se tornarem tradicionais. Façam suas apostas!
Escolas de medicina começam a virar empresas de tecnologia, abrindo capital na bolsa, adquirindo startups, incorporando empreendedores digitais e criando uma nova classe de profissionais no Brasil, que eu estou batizando de “startupeiros executivos”.
Nunca tiveram tanto trabalho as assessorias de imprensa de saúde e nunca tiveram tantas matérias os jornais de negócios. Grupo A faz aquisição do hospital B, Grupo H compra Laboratório Z, Grupo X e Grupo Y, embora concorrentes, se unem para investir em startups. Hospital D faz IPO… Startup “alfa” recebe investimento milionário do fundo “beta”. E por aí vai…
Clínicas deixam de olhar apenas para a excelência técnica e começam a pensar na experiência do paciente, oferecendo agendamentos online, coleta ágil de feedback dos pacientes ou clientes.
Médicos despertam para o digital. Começam a cuidar do paciente antes, durante e depois do atendimento de fato. E as ferramentas digitais, como as mídias sociais e a teleconsulta, por exemplo, estão possibilitando essa aproximação digital com o paciente, de maneira remota (doido isso, não?).
Médicos começam a entender que diplomas na parede e execução impecável das condutas técnicas são imprescindíveis, entretanto não mais suficientes para acolher plenamente o paciente. A demanda hoje é bastante diferente de 10 anos atrás.
Todos que trabalham na saúde estão convictos que o que deu certo há 5 anos não é garantia de sucesso agora. Novas habilidades são exigidas e o caminho mais fácil para obtê-las é praticando. Como gosto de dizer, “Não sabe brincar? Então desce para o play para aprender!”
Eu acredito ou quero acreditar que todos os envolvidos em cuidar do paciente perceberam que não existe mais zona de conforto na saúde. E que o melhor caminho para a competitividade sustentável é olhar para o paciente.
Por mais difícil que isso possa ser, teremos que equacionar o problema e encontrar uma forma viável de remunerar e sermos remunerados menos pela quantidade e muito mais pela qualidade.
Espero que em 2021 estejamos juntos neste propósito, desbravando as oportunidades com brilho nos olhos, sem perder a ternura daqueles que realmente cuidam de pessoas!
Meu sincero obrigado a você! Feliz Ano Novo!
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